A família Negrões de Vilar dos Corvos era composta por três elementos: o fidalgo D. Luís e os seus dois filhos, Jorge e Maurício. A família vivia o drama da morte da mãe e de Beatriz, a filha mais nova, assim como da decadência da casa e respectivas propriedades.
Jorge e Maurício, de formas diferentes decidiram recuperar bom nome da família e equilibrar as contas da casa. Para isso Maurício decidiu seguir a vida diplomática e casou com a prima Gabriela. Jorge vendo a prosperidade do ex caseiro da casa Mourisca, Tomé da Póvoa, decidiu seguir-lhe o exemplo, pedindo a sua ajuda e seguindo os seus conselhos.
Berta, a filha mais velha de Tomé da Póvoa regressou de Lisboa onde estudou e apaixonou-se por Jorge, sendo correspondida nos seus sentimentos. No entanto, a diferença na condição social e os preconceitos por parte de D. Luís impediam o assumir deste amor. Mas Berta era afilhada de D. Luís e num momento de fragilidade esta esteve ao lado do padrinho, o que lhe permitiu conhece melhor a jovem e quebrar as diferenças sociais.
Este livro foi o último que o autor escreveu e foi publicado após a sua morte. Nesta obra é visível uma caracterização da sociedade portuguesa, onde coexistem a tradição antiga, patriarcal e conservadora e a modernidade.
